domingo, 7 de dezembro de 2014

MP vai apurar racismo e estupro na USP de Ribeirão Preto

MP vai apurar racismo e estupro na USP de Ribeirão Preto
Prédio central da FMRP | Foto: Divulgação
O Ministério Público de Ribeirão Preto (SP) anunciou abertura de inquérito para investigar as denúncias de racismo, discriminação e violência sexual que envolvem alunos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). A decisão foi tomada atendendo a pedido de representantes de movimentos sociais que, na sexta-feira (5), estiveram na promotoria. O promotor Sebastião Sérgio da Silveira contou que a apuração, que já ocorre internamente na USP, a partir de agora também será realizada pelo MP. Ele chamará estudantes e outros envolvidos e interessados, inclusive do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina, para depor. O resultado da investigação pode resultar na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou até mesmo em ação civil pública por danos morais coletivos. Na USP, uma comissão formada por três professores já averigua as denúncias desde novembro. Entre os movimentos que pressionam por providências está o "Coletivo Negro", formado dentro da própria universidade. A denúncia de racismo partiu de alunos no mês passado através das redes sociais. Eles se diziam indignados com o hino da bateria do curso de medicina. Conhecido como "Batesão", o grito de guerra tem termos como "preta imunda", "loirinha bunduda" e "morena gostosa". A USP de Ribeirão Preto divulgou nota, na ocasião, em que lamentava a existência do hino e alegava que desconhecia a música. Após o caso, surgiu a informação de que dois casos de violência sexual também são investigados, tendo um ocorrido numa república e o outro dentro da área do campus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário