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O valor de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras executadas pela Odebrecht no exterior aumentou quase seis vezes entre 2007 e 2014, apontou matéria da Folha de São Paulo. Dados informados pela instituição mostram que, entre 1998 e 2006, foram financiados em média US$ 166 milhões anuais para a empreiteira fora do Brasil. A partir de 2007, segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o valor passou para US$ 786 milhões. Até 2014, a média anual chegou a US$ 1 bilhão. Somente entre janeiro e abril deste ano, segundo a Folha, o banco estatal liberou outros US$ 660 milhões à empresa - uma das investigadas pela Operação Lava Jato. Desde 1998, a Odebrecht realizou obras em 11 países, entre hidrelétricas, rodovias e aeroportos. As operações são assinadas com governos ou empresas estrangeiras, que se tornam responsáveis pelos pagamentos. De acordo com a matéria, pelo menos uma das operações ocorreu em território brasileiro: por meio da Braskem, a Odebrecht na Bahia obteve empréstimos de R$ 1 bilhão e R$ 90 milhões para implantar um polo petroquímico no México. Segundo o diretor na área internacional, Márcio Polidoro, a empresa considera "irrisória" e "inexpressiva" a participação do BNDES quando comparada com as atividades da empreiteira como um todo. Entre 2007 e 2014, o banco teria financiado US$ 10 bilhões em exportações de serviços, quando os contratos da empreiteira somaram US$ 119 bilhões - incluindo outras fontes, como recursos próprios e recursos de instituições financeiras. A Odebrecht acrescentou que o aumento de financiamentos não está ligado à reeleição de Lula à presidência.
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