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O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD), acredita que conseguirá concluir nesta quarta-feira (9) a votação da admissibilidade do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Mesmo assim, ele evita cravar quando a decisão será tomada. “Previsão aqui é igual previsão do tempo, a gente sempre falha. Mas a previsão é que vote hoje”, brincou. A votação estava marcada para a terça-feira (8), mas a reunião foi reduzida após a decisão de Cunha de prorrogar a escolha da Comissão de Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Araújo, contudo, nega que a as sessões do grupo tenham sido sucessivamente adiadas por causa do presidente da Casa. “As pessoas falam que adiou. Até agora, não se adiou nada, tocou como deve ser. É claro que temos limitações, nós temos o regimento. Eu coloquei todos que se inscreveram pra falar, tem o tempo de cada um, vem questões de ordem... Eu tenho que dar. Ontem eu achava que não dava, como realmente não deu. Mas eu trabalhei muito pra esgotar a pauta. Hoje não tem nenhum deputado pra falar”, explicou. Mesmo assim, o presidente do Conselho de Ética não nega que aliados do peemedebista tentem atrapalhar o andamento das sessões, como um requerimento protelatório que foi protocolado no grupo, que pede o adiamento da votação desta quarta. “Não quero dar e não vou dar [o adiamento], mas sou obrigado a submeter para votação. Não posso correr risco de não dar, já que é regimental, e depois esse cara criar problema”, lamentou. “Essas protelações, requerimentos, questões de ordem... Eles queriam tirar o relator, o Supremo não deu. Tudo isso é feito pra tumultuar. A gente sabe que é. Mas está tudo dentro da lei, eu posso fazer o quê? Essas coisas fazem parte do jogo, a gente tem que entender”, minimizou. Questionado sobre o resultado da votação, José Carlos Araújo disse acreditar que o processo será aceito, apesar do grupo estar dividido. “Hoje, eu acho que a gente ganha por dois ou três votos. Na pior das hipóteses, empata 10 a 10. Aí eu tenho o voto de minerva, mas não me pergunte o meu voto”, tergiversou.

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