quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Arquiteta critica não-leitura do regimento de audiência: ‘Não existe em nenhum lugar’


Arquiteta critica não-leitura do regimento de audiência: ‘Não existe em nenhum lugar’
Foto: Alexandre Galvão/ Bahia Notícias
A arquiteta Tereza Moura é uma das pessoas presente na audiência pública do PDDU, nesta quarta-feira (16), na Câmara Municipal de Salvador, que criticam a não-leitura do regimento. O presidente da Casa, Paulo Câmara (PSDB) e o vereador Gilmar Santiago (PT) se envolveram em um bate-boca por causa da situação (clique aqui para ler mais). “Se a primeira coisa que é feita pela Câmara de Vereadores é a audiência pública, ela pressupõe que você entenda como serão encaminhados os trabalhos. A primeira coisa que se faz numa audiência pública de praxe é conversar com os participantes um acordo de quantos minutos vai falar, quem vai falar primeiro”, defendeu. A professora da Faculdade de Arquitetura da Ufba acrescentou que a postura do presidente da CMS põe em cheque a credibilidade da audiência, já que, “se não tem acordo na metodologia, como espera que uma audiência pública dessa tenha algum tipo de impacto ou voz?”. “Quando, inclusive, a comissão técnica que vai incorporar é indicada pelo presidente da Câmara? Isso não existe em lugar nenhum do mundo, é uma farsa”, acrescentou. Tereza criticou o modo como o tucano tem tratado o público presente, em suas palavras, “como se fosse proprietário da Câmara de Vereadores”, e destacou que Paulo Câmara é trabalhador do povo. “Ele foi eleito. Quem paga o salário dele é o povo. Tem que ter a obrigação de respeitar. Se o princípio é participação, a metodologia de discussão e apresentação, tem que ser acordado”, concluiu. 

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