quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cunha quer adiar votação em Conselho de Ética, mas Araújo prevê definição nesta quarta


Cunha quer adiar votação em Conselho de Ética, mas Araújo prevê definição nesta quarta
Foto: Divulgação
O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD), acredita que conseguirá concluir nesta quarta-feira (9) a votação da admissibilidade do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Mesmo assim, ele evita cravar quando a decisão será tomada. “Previsão aqui é igual previsão do tempo, a gente sempre falha. Mas a previsão é que vote hoje”, brincou. A votação estava marcada para a terça-feira (8), mas a reunião foi reduzida após a decisão de Cunha de prorrogar a escolha da Comissão de Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Araújo, contudo, nega que a as sessões do grupo tenham sido sucessivamente adiadas por causa do presidente da Casa. “As pessoas falam que adiou. Até agora, não se adiou nada, tocou como deve ser. É claro que temos limitações, nós temos o regimento. Eu coloquei todos que se inscreveram pra falar, tem o tempo de cada um, vem questões de ordem... Eu tenho que dar. Ontem eu achava que não dava, como realmente não deu. Mas eu trabalhei muito pra esgotar a pauta. Hoje não tem nenhum deputado pra falar”, explicou. Mesmo assim, o presidente do Conselho de Ética não nega que aliados do peemedebista tentem atrapalhar o andamento das sessões, como um requerimento protelatório que foi protocolado no grupo, que pede o adiamento da votação desta quarta. “Não quero dar e não vou dar [o adiamento], mas sou obrigado a submeter para votação. Não posso correr risco de não dar, já que é regimental, e depois esse cara criar problema”, lamentou. “Essas protelações, requerimentos, questões de ordem... Eles queriam tirar o relator, o Supremo não deu. Tudo isso é feito pra tumultuar. A gente sabe que é. Mas está tudo dentro da lei, eu posso fazer o quê? Essas coisas fazem parte do jogo, a gente tem que entender”, minimizou. Questionado sobre o resultado da votação, José Carlos Araújo disse acreditar que o processo será aceito, apesar do grupo estar dividido. “Hoje, eu acho que a gente ganha por dois ou três votos. Na pior das hipóteses, empata 10 a 10. Aí eu tenho o voto de minerva, mas não me pergunte o meu voto”, tergiversou.

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